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Tecnologia incorporada ao ambiente acadêmico?
Muitos falam da rapidez das mudanças, da importância de se formar o usuário crítico, do desafio da formação continuada, das revoluções que se aproximam, das possibilidades abertas pela web 2.0 (e 3.0), das tecnologias móveis, entre tantos outros.
É notório o fato de que a tecnologia já transformou o cenário educacional. Entretanto, essa mudança não está associada apenas às questões técnicas, aos hardwares, aos softwares ou aos docentes. O ponto de partida dessa revolução atende pelo nome de projeto pedagógico.
As experiências mais bem-sucedidas da assimilação dos recursos tecnológicos são aquelas nas quais a escola se organizou de uma forma diferente para atender às demandas do mundo contemporâneo. Nesses casos, são menos importantes as discussões sobre o que fazer com este ou aquele recurso (sejam lousas eletrônicas, celulares, tablets, etc).
Entram em jogo outros fatores muito mais desestabilizadores para a escola de hoje: elas tratam do tempo escolar, da organização da aprendizagem, do currículo e do papel do professor.
A tecnologia precisa ser naturalmente incorporada em um projeto de ensino que não se conforma mais com as estruturas seculares que herdamos. Precisam ser assimiladas como aquilo que são: ferramentas, assim como um dia o foram o livro, a lousa e o giz, por exemplo. A boa notícia é que não são necessárias revoluções. Trata-se mais de uma tomada de consciência, da qual o projeto político-pedagógico é a plena expressão.
O que se tem pela frente é um desafio mais sério do que introduzir as últimas novidades tecnológicas em sala de aula. É fundamental rever coletivamente o projeto pedagógico a fim de alinhar a escola com um tempo que não aceita mais as mesmas respostas – porque vive de novas perguntas.
via - unepi.com.br
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