Brasileiro prefere gastronomia em compras coletivas
A e-bit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico, adaptou sua tradicional pesquisa de satisfação para o setor de compras coletivas, e coletou informações diárias de mais de 120 sites.
Os resultados obtidos revelaram que os usuários desses sites diferenciam com clareza o papel do próprio site e o papel dos parceiros, empresas que disponibilizam seus serviços e produtos com descontos que variam entre 50% e 70%.
Nessa modalidade de compras, as categorias preferidas são “bares e casas noturnas” e “gastronomia”. Em uma escala de 1 a 5, a nota média dada pelos compradores para os parceiros que vendem esses itens ficou em 4,2. Já a categoria que obteve a nota mais baixa foi “produtos”, com uma média de 3 pontos.
Uma das razões para essa avaliação é que, em muitos casos, os parceiros que oferecem os produtos são pequenos e ainda não estão totalmente preparados para atender grandes volumes de pedidos, principalmente por causa dos preços muito agressivos e dos atrasos originados da importação. Além disso, os consumidores estão acostumados com o padrão de atendimento das lojas tradicionais do comércio virtual, que oferecem prazos mais curtos de entrega.
Em todas as categorias, o site em que a oferta foi comprada recebeu melhores avaliações do que os parceiros. A probabilidade de o consumidor retornar ao site de compras coletivas é 10% maior que a possibilidade de ele voltar a utilizar os serviços do parceiro. A categoria em que a chance de repetir a compra diretamente com o parceiro é menor é a de “produtos”.
Dados do InfoSaveMe, parceria entre o SaveMe e a e-bit para geração de relatórios sobre compras coletivas no Brasil, apontam que o setor tem hoje quase 9,7 milhões de usuários e fatura cerca de R$ 30 milhões por semana.
“Daqui para frente o setor deve se estruturar e se profissionalizar cada vez mais, seguindo o fluxo natural de polarização com os grandes players”, diz a diretora da e-bit, Cris Rother. “Os pequenos deverão ser adquiridos ou atuar no long-tail, explorando a segmentação.”
via - ipnews.com.br
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